sábado, 2 de maio de 2009

Avó de "C" manda uma carta para "C"



Mensagem a um Homossexual
Eu sei que sua mãe o mimou demais
Que seu pai lhe faltou naquele conselho,
Que aconteceram tantas coisas mais,
Até chegar ao narcisismo, diante do espelho.
Eu sei que aquele mau amigo na escola, O levou, curioso, na morte da inocência derradeira.
Eu sei que a boneca substituiu a bola,
E que não houve mão para apoiá-lo desde a queda primeira
Eu sei que depois vieram fugas e fossas
E você, muitas vezes, se escondeu na bebida.
Mesmo achando que tudo era uma joça.
Entregou os pontos, suicidou a decente vida.
Eu sei que você diz que é de "nascença"
Mas nem você, nem ninguém acredita
Como a sem-vergonhice tomou sua presença,
E você não enfrenta, só lamenta, só se irrita!
Erga a cabeça, erga...."bicha" duma figa!
Se é doença, trauma, cure-se num consultório,
Se é outra coisa, lute, vença a briga,
Colocando seus erros num purgatório.
Erga a cabeça e saia logo do complexo,
Porque o sexo foi feito para o homem
E não o homem feito para o sexo.
Erga-se, devagar os pecados o consomem...
Levante-se e seja homem, uma vez pelo menos
Diga a você mesmo que vai sair do mal,
E esse gesto, que lhe parece tão pequeno,
Torná-lo-á um homem, não um ser irracional.
Saia do homossexualismo! Levante-se! Levante-se!
E honre aquilo que, um dia, Deus lhe deu. Depois, amigo, vamos em frente, avante!
Aí você seguirá o caminho que é realmente seu!
Tome vergonha! Você é homem e não mulher. E receba o incentivo de quem crê
Que tudo se transforma, quando se quer, Tudo, tudo... inclusive você!
Atrás da carta tem...
Quem tem medo de gato preto deve entender muito de Alfred Hitchcok, e nada de J.C. (Jesus Cristo)
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A única maneira de não se ficar de quatro diante do egoísmo, é apoiar-se no tripé da piedade, estudo e ação!
A diferença entre um homem e a mulher não é o sexo, a força ou os pseudo-direitos. A diferença é a função exercida no caminho da igualdade de ideal!
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Meu filho ficou mais feliz no dia em que eu empinei papagaio com ele, do que naquele Natal em que lhe dei QUATRO presentes comprados a prestação!
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A lâmpada só vê a luz quando se encontra com a eletricidade. O homem só vê Deus quando se encontra com o amor!
e antes da msg tinha assim:
No canto da tristeza, entoe um canto de alegria!
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Quem se alimenta de utopia, tem congestão de frustrações!
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Quem tenta comprar o céu, acaba levando calote!
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A fé remove montanhas, e você não quer remover um montilho de orgulho que a separa de mim!
Existem casais quer depois da Lua-de-Mel tranformam suas vidas em Eclipse-de-Sol!
Você ainda tem chance para se tratar, como o drogado tem. Abra os seus olhos, o mundo é muito cruel, principalmente quando não se têm uma família.
Tudo na vida passa, a família permanece.
Leia com atenção esta mensagem de Neimar de Barros do livro Deus Negro
aí ela mandou uma foto tb da família... e escreveu no papel...
Esta foto foi dada a mim por meu marido.Será que você tem coragem de perder esta família tão linda? Pense e ligue para mim.
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Enfim, a tia de "C" ficou indignada com a carta e resolveu responder com o meu post sobre religião e homossexualidade
Descobrimos também através da comunidade "Homofobia já era" que esse neimar de Barros foi uma farsa católica:
Neimar de Barros era um conhecido produtor de televisão da equipe de Silvio Santos quando, na década de 70, se tornou famoso também como escritor de livros religiosos e pregador, após ter participado de um encontro religioso. Ele deixou o trabalho na televisão e, junto com outras pessoas do meio artístico, criou um instituto de missionários leigos católicos que faziam palestras em todo o país. Seus livros - que misturam reflexões e poemas - tiveram grande aceitação, principalmente o best-seller Deus Negro. Suas palestras lotavam ginásios de esportes. Seu trabalho teve tanto destaque que ele chegou a ser capa da revista Família Cristã, a maior publicação católica do Brasil, editada pela editora Paulinas.
Em 1986, entretanto, Neimar concedeu uma entrevista bombástica à revista Veja, revelando que sua conversão teria sido uma farsa. Ele contou ter sido contratado por uma loja maçônica internacional, para se infiltrar na Igreja Católica e repassar informações sobre a conduta de religiosos.
Trechos da reportagem sobre Neimar, em 1986

O escritor Neimar de Barros, um mato-grossense de Corumbá que em 1948 se mudou com os pais para São Paulo, é um homem que se encontra em uma situação comparável a de um dique próximo ao rompimento. Durante quinze anos, ele construiu uma biografia que o transformou no mais requisitado e popular pregador leigo católico do país. Suas palavras reuniam centenas de pessoas, lotavam igrejas, auditórios, cinemas ou estádios de futebol e, invariavelmente ouvidas por bispos e padres, eram calorosamente aplaudidas pelo público. Aos 43 anos, casado, quatro filhos, autor de catorze livros de sucesso – um dos quais, Deus Negro, já vendeu quase 3 milhões de exemplares – e depois de levar a palavra de Deus a 4000 cidades, vilas e povoações brasileiras, Neimar nega o seu apostolado.
“Fiz apenas uma grande encenação durante todos esses anos, fui um espião, um traidor”, afirma. “Entrei nos lares das pessoas para bisbilhotar. E tudo isso por dinheiro que me ofereceram”.
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Na história que carrega consigo e que revelou a Veja, Neimar se apresenta como tendo sido um espião da Igreja a mando de uma organização secreta de direita que ele chama de Secretaria. “Converti-me falsamente para espionar a Igreja e durante todos esses anos cumpri meu papel sem nenhum peso de consciência”, revela.
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Na quase totalidade das viagens ficava hospedado na casa do padre, precisamente para saber da vida dele. “Sempre era bem recebido, era a chegada de um cara famoso, do companheiro de fé que estava vindo”, lembra Neimar. “Almoçava, jantava com eles.”.Com tal intimidade com o religioso, Neimar tinha ampla margem de manobra e perguntava e ouvia confissões mais íntimas. “Eu dizia fingindo espanto que um padre da cidade tal era homossexual e como resposta recebia do meu interlocutor a informação de que não apenas aquele padre era homossexual, mas que fulano e fulano também eram”, conta o ex-pregador.
À noite, ainda na casa do padre que o acolheu, Neimar anotava num caderno espiral grande tudo o que lembrava das conversas. De volta a sua casa em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, datilografava tudo em três cópias. Queimava uma, guardava outra e a terceira entregava a seus contatos com a organização. “O dinheiro que me davam em troca vinha com pontualidade e generosamente”, diz Neimar. Se tudo funcionava tão bem, por que Neimar de Barros reseolveu tornar pública sua história? Para ele só há uma resposta: “Para não morrer”, diz com convicção. “Quero ser um Baumgarten vivo”, afirma numa alusão a Alexandre von Baumgarten, o jornalista de vida torta a serviço da comunidade de informações que apareceu morto numa praia do Rio de Janeiro com duas balas na cabeça em outubro de 1982. Neimar acredita que possui motivos suficientes para temer um desfecho semelhante para sua história.
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Dos objetivos da Secretaria, Neimar fala. "O objetivo deles é implodir a ala esquerda da Igreja CAtólica, eles têm uma obsessão por este objetivo", conta. "Por isso minha miss"ao era descobrir quais eram os padres corruptos, que gastavam a rodo o dinheiro recebido das organizações internacionais de misericórdia, quais eram os homossexuais e quais os comunistas de diversos matizes".
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Desde sua falsa conversão até servir como preparador da comunidade antes da visita do papa João Paulo II ao Brasil, Neimar enveredou por uma teia de engodos. Em 1973, lançou o livro Deus Negro, que, segundo seu relato, foi logo encampado pela Secretaria, que viu na obra mais um instrumento de promoção de seu agente secreto.
"Nunca pensei que um livro daquele, tão careta e cheio de bobagens, pudesse fazer tanto sucesso", diz o escritor.
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Depois a avó de "C" ligou para a tia de "C" dizendo que ela mandou uma resposta muito desaforada para ela. Dessa vez ela se deu mal.