
Domingo pela manhã, e "C" disse a "T" que havia sonhado com sua irmãzinha andando a cavalo, Domingo à noite, "C" com seu primo e seu tio vão ao shopping fazer compras para uma viagem do tio, quando o primo de "C" pergunta a ela: "Aquele não é o seu irmão?" E vai ao encontro dele. Antes que isso acontecesse, o irmão de "C" a vê, passa direto pelo primo e dá um abraço em "C" dizendo: "Caramba, que saudade!" .. Um garoto de 15 anos que a mãe e o pai não permitem nem tocar no nome da irmã.
Eles ficaram conversando enquanto o primo e o tio de "C" iam fazer as compras. Eles não desgrudavam os olhos um do outro, felizes, por se verem. "C" via que seu irmão já passava sua altura, mesmo "C" de salto, as espinhas que antes não existiam, também estavam no rosto adolescente do seu irmão, como tantas coisas acontecem em um ano e um mês.
Ele começou a perguntar onde ela estava, como ela estava, quem a ajudava, ela disse que estava na casa dos tios, ele achava que ela ainda estava numa república, porque ninguém pode falar sobre ela em casa. Ela disse que sonhou com sua irmãzinha andando a cavalo e ele espantado, disse que eles estavam no sítio, com surpresa. conversaram bastante. Ele contou até que estava namorando, e outros assuntos de seu dia a dia. O mais interessante é que eles nunca foram muito chegados, brigavam muito, como irmãos brigam e acham que não se gostam por isso, mas agora, a ausência mostrava como se amam e sentem falta um do outro. O que mais tocou "C" foi quando ele disse que estava doido para saber notícias dela mas não tinha a quem perguntar.
" Eu tava morrendo de saudades de tu! Tava doido pra saber como tu tava....mas não tem a quem perguntar."
Pura crueldade com esses filhos.
Ele disse que ela devia voltar para casa, que lá tudo era novo, televisão nova, carro novo, que os pais gastam muito agora, que tem de tudo, mas ela explicou que os pais dela não gostam dela, e que ele lembra o que acontecia, como a mãe dela era com ela. Ele disse que não está tirando notas nada boas na escola, tira 0, 0,5 ... mas sempre dizia que a mãe dava tudo a ele. A roupa dele custava mais de 1000 reais e ele ainda procurava outras, até estava lá no shopping para procurar bermudas para ele e o pai, que a mãe havia pedido. A vida na "mansão" da família de "C" parecia financeiramente melhor do que nunca e o assunto "C" era proibido.
Dias antes "C" havia encontrado com sua mãe que havia lhe oferecido uma carona, a qual "C" recusou, pois relembrava como eram suas manhãs de idas e vindas à universidade com sua mãe, que até já havia rasgado roupa, proferia palavras e tinha atos que faziam parte da tortura psicológica na qual "C" vivia.
Quando "C" falava de sua irmã para seu irmão, ela disse que era melhor parar para não chorar, aí ele chamou ela para andar com ele. Foram ver bermudas, foram conversando felizes por estarem um com o outro, como era boa aquela presença para aqueles irmãos separados injustamente por aquela mãe sem coração. Pai também, mas se ele se separa da mãe, perde o conforto, perde tudo, pois tudo é no nome da mãe de "C" e perde os filhos também.
Isso foi confirmado por a mãe de "C" ter dito a uma tia de "C" que se separaria do pai de "C" se ele resolvesse aceitar "C". Ela poderia estar dando tudo do bom e do melhor em casa em troca do silêncio no assunto e seu reinado? Impedir que quando os meninos cresçam se sintam no direito de também sair de casa? Questões que só ela mesma pode responder, pois é difícil entender a cabeça de uma MÃE funcionando assim.
No final, o primo de "C" ligou para ela, dizendo para eles se encontrarem que já iam, o irmão de "C" a deixou lá no primo, falou com eles, eles trocaram os telefones, e deram um abraço.
Que Deus ilumine de alguma forma o coração e a mente daquela mulher perturbada por muitos fatores que só a vida dela, o psicológico dela e a alma dela podem responder.