sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NOSSA visão de sexo e família..


Para nós, a relação sexual é o meio de expressão sublime do amor. Infelizmente, ainda não podemos reproduzir MESMO, mas podemos criar famílias alternativas. FAMÍLIAS com amor, carinho, atenção. Mesmo não sendo a família convencional, somos a EXPRESSÃO SUBLIME DO AMOR.
Nem toda família convencional pode ser considerada perfeita, linda e maravilhosa, livre de pecados e respeitada pela sociedade apenas por sua condição estética ou formação (marido, mulher e filhos). O maior exemplo disso é a família de "C". Que raios de família é essa? Leiam o blog por completo e tirem suas conclusões. "T" e "C" com certeza farão uma família mais amorosa.

As pessoas costumam incentivar seus filhos a contarem apenas com a família por ela ser a parte de suas vidas mais sólida, ensinam também que os amigos são passageiros podendo, num momento de dificuldade, abandoná-los. Mas não foi o que "C" e "T" vivenciaram, pois, hoje, seus amigos são sua família. De suas famílias convencionais, apenas a mãe de "T" e a tia de "C" (que a acolheu em sua casa) conhecem o verdadeiro sentido de família mantendo esse laço presente em suas vidas.

A relação sexual entre homossexuais muitas vezes desperta curiosidade.

Ao se mascarar esse assunto, excluindo-o das salas de aula e do próprio diálogo familiar, consequência de uma herança cultural preconceituosa, do medo de ter um filho “tentado” pela homossexualidade e/ou até mesmo por causa da visão errônea que a homossexualidade é uma doença, se anula a possibilidade de inserção de uma visão menos preconceituosa sobre essa forma de amar, durante a formação didática e psíquica das pessoas.
A falta de conhecimento sobre o assunto aumenta a curiosidade assim que as pessoas enxergam nas ruas (ou até dentro de casa) um comportamento diferente do dito normal justamente pela falta de informação anterior, levando-as a aceitar, rejeitar ou tornarem-se imparciais. Essa opinião precipitada estimula o preconceito uma vez que nós, seres humanos, costumamos reagir negativamente às diferenças e pré-conceituar à primeira vista.

As perguntas do tipo “O que dois homens ou duas mulheres fazem em suas intimidades?”, “Que tipo de sexo eles praticam?” e tantas outras, começam a existir no subconsciente das pessoas, levando-as a julgar, condenar e a má interpretar o que de fato acontece.

O que há de errado em trocar carinhos? O que tem de diferente num beijo? Que pecado existe em proporcionar desejo, excitação, orgasmos, tesão no meu parceiro ou parceira? Ora, não é isso que um homem faz com uma mulher? Então o erro é serem do mesmo sexo? Não podemos transmitir nosso sentimento tão sincero através do amor? Ou do sexo? Sexo? Sexo sim! Essa palavra lhe dá medo? Por que você olha o sexo entre heterossexuais com desejo e entre homossexuais com repulsa? Você não gosta? Pois então, eu aceito sua condição desde que você respeite a minha.

Não esperamos, enquanto homossexuais, que as pessoas nos aceitem e sim, nos respeitem. Porque nós também não concordamos com a promiscuidade com que muitos heteros levam suas vidas, mas não os proibimos de trocarem beijos em público, nem se abraçarem com mais afeto, não os proibimos de adotar filhos, não os afastamos de nossas crenças, não os excluímos dos bares, não os espancamos, nem, muito menos, os matamos como fazem com muitos de nós apenas por sermos iguais.

Não nos apontem como se fosse preciso nos identificar no meio da multidão de heteros. Não sinto necessidade que ninguém me avise que sou lésbica. Eu já sei disso. Aliás, antes de você achar alguma coisa, eu tenho que me sentir homossexual, caso contrário, tudo que você disser vai ser só achismo, até que eu me aceite, me encontre, me identifique. Como se já não bastasse superar nosso conflito pessoal, temos que enfrentar o conflito de vocês. Quando cada um se aceitar como é e entender porque Deus nos colocou aqui, esse preconceito vai sumir e nos deixar viver em paz.

O que “T” e “C” fazem, antes de ser um ato sexual qualquer, é mais uma forma de dizer que se amam.

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