
20-06 - 06 terça-feira (8º dia)
"T" foi para o trabalho pela manhã, todos estavam preocupados com seu compotamento triste. Ela não gostava de levar problemas pessoais para o trabalho mas dessa vez era mais forte que ela mesma. Sempre atendia seus pacientes com paixão mas ela estava muito apática, muito triste. A saudade batia como se fosse rachar seu corpo ao meio. "C" não poderia esquece-la, como ela viveria com isso? Ela teclava muito com Rúfia, com Meg ( uma amiga que no começo ela tirou algumas dúvidas quando ela descobriu que estava apaixonada por “C”, de internet).. Fran e Poly que estavam empenhadas tentando ajudar a "T" achar um apartamento para morar com "C". Elas duas eram as únicas pessoas na cidade de "T" que sabiam dela e do que passava. Fran ainda estudava, era irmã de um amigo de "T" e seu irmão. Ela deu muita força a "T". Poly era policial, e, como sabia o que poderia ser feito, dava dicas a "T", mas não falar com "C" para perguntar se tudo aquilo deveria ser feito, e o medo da mãe de "T" faziam ela parar, esperar, uma espera que dura até os dias de hoje. Todos falavam e deixavam "T" falar sobre "C" pra ela segurar sua barra. Elas a ajudaram muito.
"T" não tirava da cabeça a questão se ela deveria confiar na babá e hoje foi um dia que ela teve uns acessos de tremor, ficava tremendo mto na cama, sua mãe a cobria com vários lençóis, edredons e mesmo assim a tremedeira persistia, como um desarranjo nervoso.
Hoje a babá havia ligado para Rúfia para que "T" deletasse os e-mails de "C" mas "T" os colocou no e-mail delas duas. Ela também perguntou a Rúfia se ela tinha algum outro número que ela pudesse ligar, e se ela poderia ligar a qualquer hora, Rúfia afirmou que sim mas disse que não tinha outro número, mas que aquele não estava grampeado.
Hoje a babá havia ligado para Rúfia para que "T" deletasse os e-mails de "C" mas "T" os colocou no e-mail delas duas. Ela também perguntou a Rúfia se ela tinha algum outro número que ela pudesse ligar, e se ela poderia ligar a qualquer hora, Rúfia afirmou que sim mas disse que não tinha outro número, mas que aquele não estava grampeado.
Rúfia se encontrou com sua professora que ela estava fazendo um trabalho sobre os homossexuais. Ela estava preocupada com ela porque ela se encontrava sentada na frente da sala, de cabeça baixa e triste. Estava com olheiras por não ter dormido direito e por ter chorado durante a madrugada inteira. Ela também estava com muito ódio da família de “C”. Era muita frieza o que eles estavam fazendo com ela. A professora entao ofereceu ajuda. Sentou para conversar com ela e Rúfia então contou-lhe a situação. Não deu nomes. A professora disse que se ela quisesse, ela mesma iria à delegacia da mulher e denunciava. A professora tem influência nessa área porque ela tem uns trabalhos sobre violência contra a mulher. Mas ela também disse que, por telefone, Rúfia mesma faria isso e a delegada iria lá e tirava "C" de dentro de casa. Mas pra isso, "C" teria que querer. Se ela não quisesse, ela retiraria a queixa e Rúfia poderia se dar mal.
Ela explicou que tem muitas mulheres que sofrem violência seja de qual for a categoria e forma de violência, mas não denunciava, e por isso ficam o resto da vida dependentes dos parceiros ou pais, no caso de "C". Ela deu força e disse que ela não se preocupasse, que se "C" quisesse apoio, ela estaria lá para ajudá-la, mas antes de tudo, "C"realmente teria que querer ajuda. Falou que a situação dela era complicada e que ela estava sendo mantida em cárcere privado, e que a família dela poderia sofrer punição severa. Antes de ir para casa, Rúfia ficou conversando com sua amiga Parvati, que percebeu que ela estava triste e se dispôs a ajudar mesmo não sabendo de nada.
Rúfia disse a ela que estava acontecendo algo muito chato e perigoso. Que ela poderia até morrer se a descobrissem. Parvati disse que se ela quisesse, poderia “se esconder” na casa dela. Rúfia então perguntou se não fosse ela e sim outra pessoa se ela faria o mesmo, e ela respondeu que se Rúfia dissesse que essa pessoa era suaa amiga, já bastava. Ela contou a “T”, que gostou de Parvati e pediu pra Rúfia guardar essa amizade.
Enquanto elas conversavam, Rúfia teve a impressão de ver “C” passar num gol marrom. Ela estaria no banco de trás do carro, e na frente, estavam um homem dirigindo e uma mulher do lado. Ela não sabia se era paranóia dela, mas ela percebeu a menina olhando fixo para ela. Estranhou, mas não tinha certeza se seria ela.
“T” ficou impressionada com o que a professora tinha dito e com o que Rúfia tinha "visto”. Rezava todas as noites para que "C" estivesse bem, na medida do possível, e sentisse que ela estava com ela, protegendo e sentindo muita falta dela, da sua voz, do seu carinho, do seu sorriso.
5 comentários:
Perdão T pela minha estúpida pressão! As vezes esqueço que C só tem 22 anos.
Hoje conversei com Mb e relatei o drama de vocês pra ela e perguntei se podia falar do drama que ela passou pra dar força a C, se por um acaso ela ler. E ela me permitiu. Espero que ajude a não desanimar. Eu não sei todos os detalhes, vou tentar sitetizar o que sei:
PARA VOCê C!
Mb era uma jovem feliz, meiga e simpática, cursava psicologia não sei onde, em Natal e tinha uma amiga que estava fazendo estágio e tinha uns pacîentes que atendia.
Essa amiga teve que fazer uma cirurgia e começou a dividir seus pacientes com as amigas de curso, mesmo em períodos anteriores ao seu - caso de Mb...
Mb começou a atender esses pacientes e entre eles um jovem, que já fazia residência, que se apaixonou perdidamente por ela.
Ela era muito inesperiente, tava só começando o curso e ele muito astuto, logo percebeu.
Ele, filho de fazendeiros, de mãe histérica, dessas que protegem o filho a qualquer custo...
Ele cresceu sem conhecer a palavra não e tudo que queria conseguia, sem escrúpulos.
Sua amiga ficou afastada durante quatro meses, o que foi suficiente para ele estudar bem direitinho o jeito de Mb.
Não sei bem como se deu, ele se aproximou da família de Mb e fingia um namoro, quando ela se deu conta ele já era o melhor amigo de seu pai, que o admirava e o queria como a um filho. Até hoje.
Para seu pai mulher não tinha vez.
Ele mesmo se casou com a mãe dela, depois de tê-la sequestrado e feito acordo com o sogro... não sei.
Tudo que o Dr... queria com Mb ele combinava com o futuro sogro e ela só ficava sabendo na hora. Assim foi o noivado, com muita ostentação e... por fim... o casamento civil.
Que foi realizado na fazenda, com convidados ricos, palco com musica ao vivo, juiz e tudo mais... Mas ela não sabia de nada até a hora H e o que fez com que ela aceitasse foi sua mãe chegar junto a ela e dizer: minha filha não mate seu pai de vergonha!
O casamento foi realizado e por sorte, porque Deus não abandona, ela voltou pra casa com os pais, porque naquela época casamento tinha que ser no religioso. E isso tava marcado para 15 dias depois.
Depois do susto, ainda sem acreditar, em estado de choque, ela só sabia que só tinha 15 dias pra se livras daquela situação.
Obs: Antes mesmo do casamento ele já mostrava o que iria acontecer com ela depois, pois ele sabia que ela não o queria e estava sendo forçada a se casar e algumas vezes a queimou com cigarros... ela tem essas marcas até hoje.
Certo dia eles estavam indo a algum lugar e discutiam no carro e ele dizia que não o queria e na discursão ele disse que se ela não fosse dele não seria de mais ninguém e perguntou se ela queria uma prova... os dois estavam no carro dele, nessa época não era obrigatório o uso de cinto e ele simplesmente deu um cavalo-de-pau no carro a toda velocidade... O veículo capotou várias vezes... por sorte ela não foi lançada pra fora do mesmo. Mas sofreu um desvio de colona, até hoje e uma pancada na cabeça... ele por sua vez foi lançado pra fora do veículo e ficou muito machucado e fora de combate, o que deu pra ela
folga para planejar e executar sua fuga.
Depois conto como ela fugiu em tão pouco tempo e pra onde ela foi.
Paz e Bem! Jaira
Ah! Nessa época ela era de menor, tinha, 16 ou 17 anos, não sei bem.
Enfrentou tudo sozinha e mesmo assim, Deus não abandonou!
Paz e Bem! Jaira
Minha intuição tá dizendo pra você T se preparar... conforme está escrito aí no relato de ontem: 03/05/08. Algo vai acontecer na cabeça dela e vocês vão precisar ter onde se esconder... AS DUAS.
Cont. Para vocês duas:
Mb tava acidentada, ainda não tinha 18 anos de idade, tava oficialmente casada, isso significava que ele poderia até mesmo matá-la em nome da honra, que a justiça encobriria, não tinha um tustão no bolso e ainda por cima, não tinha identidade e o registro não mais existia, pois agora o que valia era a certidão de casamento.
Ela tinha tudo pra desistir e aceitar aquela situação, mas o pânico de viver com aquele homem, ser sua escrava, porque ele ía prendê-la como a família de C tá fazendo e se submeter aos seus caprichos e tortura a fez buscar forças onde não tinha e achar uma solução o mais rápido possível.
Como ele tava hospitalizado e confiante porque ela tava na GUARDA do pai, que era um homem honrado e como o seu pai tava em Brasília resolvendo alguns problemas de trabalho, Mb pode se mexer...
procurou uma prima que trabalhava no cartório em que ela tinha sido registrada, conseguiu a cópia do seu registro, procurou uma Irmã religiosa que a conhecia desde quando ela trabalhou na escola e a admirava pela sua gentileza e... sem dizer nada de sua vida pessoal à irmã pediu pra ingressar na comunidade, o mais rápido possivel porque se o pai descobrisse ela não poderia ir. As irmãs já ajudaram outras moças que queriam ingressar na vida religiosa sem a aprovação dos pais e num instante providenciou tudo pra ela fugir o mais rápido possível...
Sem dinheiro, só com o registro civil como documento, ainda machucada e sem poder fazer alarde - se dirigiu à mãe e contou o que ía fazer, a mãe era a única que não concordava com aquele casamento mas era submissa ao pai -ingressou numa viagem sem volta, pra um destino ignorado, totalmente a mercê de pessoas estranhas à sua convivência, escondida no porta malas de um carro pois era de menor, fez a viagem Natal/Recife, só com a proteção de Deus!
AS REAÇÕES: (pra vocês duas)
Quando procuraram por ela e não mais a encontraram, começou uma investigação pra saber onde ela tinha passado antes...
Mas isso eu só vou contar depois porque preciso saber direitinho com ela pra ajudar a vocês a se prepararem.
Quando ela chegou ao Recife as irmãs a colocou num apartamento alugado bem longe da comunidade, junto com outra moça em situação problemática também, onde ela ficou escondida por muito tempo, até se acalmarem os ânimos mas agressivos.
Depois conto essa parte também
Caríssimas eu escrevi isso no orkut, na pasta do depoimento e acho que vocês não leram por isso vou escrever novamente:
Queridas TC, Quando a gente se dirige a Deus, Ela não fica só escutando, Ele também responde, cabe a nós aprendermos a escutá-lo.
Umas vezes Ele fala pelos acontecimentos ao nosso redor, uma pessoa que diz uma coisa, outra que dá uma idéia, uma que tem o que se está precisando... em fim. "O universo conspira a favor"
e outras vezes Ele responde com todas as letras, exatamente o que você pergunta. Como eu sou muito boa em interpretação, eu consulto um oráculo - I Ching - toda vez que tenho algumas indagação que tô precisando de conselhos do Alto e Ele responde. Eu fiz a seguinte pergunta:
Senhor Jesus, as meninas conseguirão sair dessa situação e ficarão juntas?
Eis a sentença da resposta:
A INFLUÊNCIA (ATRAÇÃO MÚTUA)
Sentença: "A Influência (Atração Mútua) traz sucesso. É propício a perseverança. Tomar uma esposa traz boa sorte".
A minha intuição e esperiência tá mandando um recado pra você T: Se prepare porque Deus ouviu as suas preces!
Paz e Bem! Jaira
Obs: Hoje vai faltar energia aqui no meu bairro e eu não vou poder usar o pc, só terça.
Fiquem com Deus nesse intervalo e lembrem-se:
"QUANDO DEUS UNE O HOMEM NÃO SEPARA"
Paz e Bem! Jaira
T você está aí?
tõ msn, hotmail, on line
mas se quizer respondo tudo que você quizer saber aqui pra ela ler também.
Vai ficar lento mas o importante é ela participar.
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