sábado, 10 de maio de 2008

Processo para "C" falar com "T"...


27-06-06 - terça-feira (15º dia)



O dia estava horrível para "T". Ao mesmo tempo que foi ótimo saber notícias de "C", que ela estava lá esperando por ela, doía muito saber que ela havia sido tão torturada pelos pais, pelos tios, doía muito pensar em cada detalhe, e em sua própria vida, que corria riscos.


Pela manhã ela foi trabalhar, estava doente, mas foi. Teve jogo do Brasil, ela saiu do quarto a pedidos da mãe e foi assisti-lo na sala com seus pais, mas o resto do dia ficava só, em seu quarto, esperando Rúfia chegar, tentou fazer sua monografia do final de sua pós graduação, não conseguia, só pensava em "C". Seu amigo a ligava todos os dias para saber como ela ia de monografia, ela só enrolava, evitava falar com ele, não tinha nem forças para isso.


Rúfia chegou à noite na internet mas não pôde falar com "T" porque havia reprovado em uma matéria da faculdade. "T" já começava a pensar em como livrar "C" daquela casa, ela não conseguia imaginar que ia ter que ficar parada diante de tanto terror na própria casa de "C". Ela se sentia uma criança com medo de um trem fantasma que já durava 15 dias, um pesadelo interminável.


28-06-06 – Quarta (16º dia)

"T" perdia a vida em cima de sua cama. Estava lá sempre quando não estava comendo ou trabalhando. Ela estava muito mal. Só pensava no quanto os pais de "C" não tinham coração. Resolveu comprar celular novo e chip novo para que "C" pudesse ligar para ela de algum lugar. "C" precisava dela e ela ia se arriscar sim.


29-06-06 - quinta-feira (17º dia)

"T" foi para o trabalho e no horário de seu almoço foi comprar o celular e o chip novo.. Rúfia disse que "C" havia ligado do celular da empregada várias vezes mas ela estava dormindo e não atendeu. "T" então ficou muito preocupada pois "C" poderia se sentir desamparada, como se ela e Rúfia não estivessem alertas para algum sinal dela. Ela tinha que se sentir protegida.


"T" acordava todos os dias as 5:45HS AM para dar bom dia a ela, como elas faziam quando se falavam. "T" sempre acordava "C" com um bom dia para ela ir para a faculdade. Ela também se sentia protegendo "C" todas as noites, como também fazia quando elas podiam se falar.


Rúfia havia mandado o número do celular novo que "T" havia comprado para falar com "C" para a babá, agora só deveriam esperar a ligação de "C".

5 comentários:

Anônimo disse...

Ave! não vejo a hora dessa tormenta passar!

Vocês já são vencedoras!

Mesmo eles tendo todo o aparato para arrasá-las...
destruí-las...
manobrá-las...
eles não conseguiram, derrotá-las!

Porque o que as une é o amor!

E nenhuma força é maior que essa!
O amor se dobra para não romper e quando chega ao fundo do poço, ele emerge em uma nova etapa.

"Talvez amar alguém seja o único ponto de partida para tornar nossa a nossa vida."
(Alice Koller)
Um abração do tamanho do céu, nas duas!

Paz e Bem! Jaira

Anônimo disse...

"C", não tem ninguém da sua família que possa te ajudar? Acho que se tiver só um já basta. Não tem ninguém?

Anônimo disse...

Vocês para mim são o maior exemplo de força, busca, dedicação por amor.

Anônimo disse...

"T", continue forte, vc precisa dessa força para segurar "C", é com vc q ela conta sempre.

"C", fica sempre do lado de "T", n deve ser nada fácil ela passar por essa humilhação toda e segurar só o que vc passa em sua casa, superar o que ela passou por vc.

Se cuidem, muita gente deve querer destruir vcs, se cuidem, de verdade.

Anônimo disse...

A união de vcs faz a força que vcs tem. Duas mulheres lindas e grandiosas de coração e carinho uma com a outra.

Não existe mais isso uma vez, quanto mais duas. Lutem por esse amor sempre e quando chegar a hora certa, não deixem ninguém calar esse amor.
Um grande beijo.