30-06-06 – sexta-feira (18º dia)
Pela manhã "T" foi comprar créditos para Rúfia falar com "C" caso desse. À tarde foi para o trabalho. Seus dias continuavam mórbidos, frágeis e vazios sem "C".
Pela manhã "T" foi comprar créditos para Rúfia falar com "C" caso desse. À tarde foi para o trabalho. Seus dias continuavam mórbidos, frágeis e vazios sem "C".
"T" então foi para casa tentar mais uma vez fazer sua monografia, sem sucesso, não se concentrava, seus pensamentos eram levados até "C", sua angústia não terminava nunca, até que algo interrompeu suas divagações: seu celular vibrava, e na tela o nome da Babá.
"T" sentiu seu coração acelerar e uma lágrima caiu do seu olho como se fosse só apertar um botão para que isso acontecesse, ela não acreditava, era hora de esperar aquele celular ligar novamente, e algo dizia que quem estaria do outro lado da linha, no celular da babá, seria o amor da sua vida, "C".
O celular toca novamente, dessa vez sem ser só toque, era para atender. "T" então o fez e do outro lado lá estava a voz penetrante de "C" em "T", a perfurou numa confusão de sentimentos. Felicidade por te-la de volta depois de tudo que passaram, o modo com que ela levava tudo e sua voz machucada retratavam, a saudade que apertava, a esperança e todos os traumas deixados pela família de "C" que podem ser traduzidos como uma única reação: O medo.
Todos esses sentimentos ruins perdiam forças para os bons. A voz de "T" calava o medo de "C", trazia paz para seu coração, trazia forças para que ela lutasse. A vontade delas estarem juntas, estancava a tristeza, reluziam provas do quanto elas se amavam e eram cúmplices, agora mais ainda, pois aquele amor era proibido pela família de "C" mas elas estavam ali, não respiravam com facilidade só de ouvir suas vozes juntas novamente, e como sempre, quase se ligavam fisicamente através de uma "simples" ligação telefônica.
Elas falaram de tudo que passaram, desabafaram tudo uma com a outra como se tivessem achado seus lugares, seu socorro verdadeiro, traçaram planos, acalmaram uma a outra, se sentiram, podemos dizer que até olharam no olho uma da outra e confirmaram toda confiança que uma sempre depositou na outra, e resolveram seguir em frente, acima de toda dificuldade, o amor não havia morrido, não havia sequer levado um arranhão, pelo contrário, o amor estava ali, intacto e mais forte do que nunca.
Dizem que é na dificuldade que se aprende, e elas aprenderam nesses tempos muito mais do que o sofrimento ensinou, mas também aprenderam com o amor que elas não podiam compartilhar conscientemente com a outra. Aprenderam a dar valor a uma ligação telefônica que fosse, a uma notícia, a um mínimo recado de terceiros dizendo que uma amava a outra, elas aprenderam a conviver e a se amar como nenhuma outra pessoa seria capaz, e a partir desse momento, elas sabiam que teriam um longo caminho a percorrer para passar por cima do orgulho da família de "C", elas não sabiam nem quando iam se ver novamente, não sabiam se poderiam se falar diariamente, só tinham certeza de um fato:
Estavam juntas, de mãos dadas.
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"Estou com você para tudo nessa vida e na morte."
"C" para "T".

8 comentários:
É uma história incrivel, coisas que a gente pensa que só acontece na ficção!!!
halt durch!!!
**continue forte**
bjs.
"A vida renasce entre as bombas."
Esse é o título de um livro que fala sobre renascimento depois do caos.
Conta a história de pessoas que viveram experiências "de quase morte" na II guerra mundial.
Elas relatam o pavor dos bombardeios, o horror batendo as suas portas, a angústia de perder o controle sobre suas vidas, o pânico generalizado... o terror!
Relatam também todo o processo de adaptação porque passaram. Mas... contam... sobretudo, a experiência de contato com Deus em suas tragédias pessoais.
O que seríamos se não tivéssemos a nosso favor o benefício do rigor dos dias chuvosos a nos forçar a buscar abrigo e fortaleza no fundo de nossa Alma?
Certamente pessoas de mentes medíocres, amargas, superficiais!
Nós somos diamantes brutos que precisam do Amparo do Altíssimo para lapidação do caráter!
T mostrou certa vez, o quanto estava impregnada desse estado de estagnação moral, ao opinar sobre um assunto que gera tanto pesar entre nós: a experiência de uma relação homossexual.
E... quem é T na história, que acompanhamos tão assiduamente?!
Àquela que esquece de si mesma para velar pela companheira enclausurada pelo destino!
Cai vertiginosamente em agonia! Chora todas as lágrimas de um pesadelo pessoal!
Dirigisse a Deus em prece e penitenciasse em sacrifícios pelas suas rogações!
Isolasse, deprimisse, mas... fortalecesse com seu amor! Nutresse com a esperança, que invade sua Alma!
E... chora pela porta que se abre e a voz que lhe chega ao ouvido dizendo: amor, sobrevivi!
Milagres acontecem! E a vida renasce entre as bombas!
Que Deus em Sua Infinita Misericórdia continue enviando a vocês duas, as bênçãos da sabedoria e da maturidade!
"Todo homem é o arquiteto de seu próprio destino." (Sallustio)
Paz e Bem! Jaira
Jaira, teus comentários fazem muito bem p a gt.. mto msm.. e vc consegue falar tudo q a gt sente msm.. soh quem passou por isso sabe cm eh cruel.
e Paty.. a cada dia q passa, o sofrimento ou essas coisas q me poem p baixo fazem c q eu me fortaleça..! Danke!!
obrigada a todos msm.. vcs ajudam mto.. de verdade...
Respondendo uma pergunta feita anteriormente.. n.. na família de "C" n tem ng q a ajude n.. =((
Obrigada pela força.
Que bom ver vocês se falando de novo. Me arrepiei toda só de ler. Lindas demais.
own, vcs vão vencer, não tem como Deus não olhar pra vcs. Ele só está preparando-as para o futuro. Não se preocupem, deixem nas mãos Dele. Vcs são muito especiais.
Oie! Nossa...tow comentando pouco pq tow tendo q estudar mto.. entao, desde ja,peço desculpas pelas minhas faltas..
Quanto ao blog...tah cada dia mais emocionante.. tão bom ler que conseguiram se falar de novo...
bjo a tdas!
Cuidado para os pais de "C" não serem iguais aos de Isabela!!!!! tem que ter cuidado!!! Eles são fanáticos!!!
Quando o amor é verdadeiro, todas as dificuldades são superadas e ele se fortalece mais ainda.Um bjo e força meninas!
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